a)
A política de cooperação internacional
Conceito
A cooperação técnica internacional
constitui importante instrumento de desenvolvimento, auxiliando
um país a promover mudanças estruturais nos
seus sistemas produtivos, como forma de superar restrições
que tolhem seu natural crescimento. Os programas implementados
sob sua égide permitem transferir conhecimentos,
experiências de sucesso e sofisticados equipamentos,
contribuindo assim para capacitar recursos humanos e fortalecer
instituições do país receptor, a possibilitar-lhe
salto qualitativo de caráter duradouro.
O Brasil e a Cooperação Técnica Internacional
O Brasil vem trabalhando em parceria com países amigos
e organismos internacionais há cerca de quatro décadas.
Os projetos de cooperação técnica vêm
produzindo benefícios em importantes setores como
transportes, energia, mineração, meio ambiente,
agricultura, educação e saúde, o que
permitiu construir instituições mais sólidas,
aptas a desempenhar suas funções em nível
superior de excelência.
O conceito de “parceria para o desenvolvimento”,
adotado pelo Brasil, consolida a idéia de a relação
de cooperação acarretar, a ambos os lados,
compartilhar esforços e benefícios. As iniciativas
propostas são avaliadas à luz do impacto e
do alcance sobre as comunidades receptoras. Esse procedimento
implica aprimorar mecanismos de negociação,
avaliação e gestão dos projetos, a
fim de enquadrá-los às prioridades nacionais.
A cooperação técnica internacional
desperta grande interesse num amplo segmento da sociedade,
incluindo setores governamentais, ONG’s e o público
em geral, por possibilitar um acesso mais ágil a
tecnologias, conhecimentos, informações e
capacitação.
Vertentes da Cooperação Técnica Internacional
A cooperação técnica no Brasil é
desenvolvida segundo duas vertentes: a cooperação
horizontal e a cooperação recebida do exterior.
A cooperação horizontal refere-se à
cooperação técnica implementada pelo
Brasil com outros países em desenvolvimento, por
meio da qual é promovido o adensamento de suas relações
e o estreitamento dos seus laços políticos
e econômicos.
A cooperação recebida do exterior abrange
as cooperações técnicas bilateral e
multilateral, e busca a internacionalização
de conhecimentos técnicos disponibilizados por organismos
internacionais (cooperação multilateral) e
por países mais desenvolvidos (cooperação
bilateral), dentro da ótica de aceleração
do processo de desenvolvimento nacional.
Fonte: Agência Brasileira de Cooperação.
b) A cooperação internacional alemã
Em novembro 2003 houve a comemoração dos 40
anos da cooperação internacional entre Brasil
e Alemanha. Atualmente existem as seguintes áreas
principais da cooperação internacional no
Brasil.
- Proteção ambiental e gerenciamento de recursos
naturais com os componentes de proteção da
floresta tropical e proteção ambiental da
área urbana e industrial. A cooperação
na área tropical da floresta é componente
do programa piloto G7 para a proteção da floresta
tropical brasileira.
- Luta da pobreza no contexto do desenvolvimento regional
integrado, particularmente no nordeste.
No Brasil existem diversos organismos que desenvolvem o
trabalho de cooperação entre o Brasil e a
Alemanha. São eles: o CIM, DED, DEG, DGRV, GTZ, KfW,
PTB e InWEnt.
CIM - Centro de migração internacional e desenvolvimento.
Tem atualmente dois programas, o primeiro para brasileiras
qualificadas que vivem na Alemanha, e receberam na Alemanha
experiência profissional e querem retornar ao seu
país de origem e trabalhar em uma área importante
de desenvolvimento político.
Outro programa intermedeia especialistas alemães
que querem atuar em instituições públicas
ou privadas no Brasil.
DED – Serviço Alemão de Cooperação
Técnica e Social. O DED não tem projetos próprios,
mas atende a solicitações das organizações
parceiras nos países anfitriões. Suas principais
áreas de atuação são: Promoção
da economia e da ocupação; Promoção
da democracia e autonomia local; Proteção
rural do desenvolvimento e dos recursos; Tratamento civil
dos conflitos e promoção da paz; Saúde;
Instrução e trabalho público da política
de desenvolvimento na Alemanha.
DEG - Companhia alemã de investimento e desenvolvimento.
Investe em projetos rentáveis, de longa duração
e com um desenvolvimento eficaz em todo o setor econômico.
Apóiam no Brasil principalmente empresas de pequeno
e médio porte que estejam exportando.
DGRV – Confederação Alemã das
Cooperativas. No Brasil a Confederação pretende
fortalecer as organizações cooperativas e
incentivar a transferência de know how nesta área
por meio de treinamentos.
GTZ – Organização Alemã de Cooperação
Técnica. A Cooperação Técnica
objetiva atuar junto às instituições
e pessoas, visando expandir sua capacidade de ação
no contexto das metas de desenvolvimento acordadas entre
os Governos do Brasil e da Alemanha.
A Cooperação Técnica realiza-se por
meio de programas estabelecidos de comum acordo, a partir
de um Convênio Intergovernamental (Ajuste complementar
ao Acordo Básico de Cooperação Técnica
Brasil-Alemanha), que define a participação
de cada uma das partes.
KfW – Banco de desenvolvimento. Junto com outras instituições
alemães de desenvolvimento o KfW focaliza as áreas
de pobreza e conservação da floresta tropical.
Uma aproximação é o programa piloto
para conservar a Amazônia brasileira, patrocinada
pelos estados G7 (PP G7).
PTB – Instituto Nacional de Metrologia. Fornece serviços
científicos e técnicos. O PTB mede com a mais
elevada exatidão e confiabilidade - metrologia como
competência do núcleo. Apoiou no Brasil a implantação
do Inmetro e prosseguiu na implantação do
MNPQ (Medição, Padrões, Examinação,
Departamento de Qualidade, Certificação).
InWEnt
– Internationale Weiterbildung
und Entwicklung gemeinnützige GmbH
é uma organização de desenvolvimento
de recursos humanos, de formação contínua
e de diálogo em nível internacional. Nascida
no ano 2002 da fusão entre a Carl Duisberg Gesellschaft
e.V. e a Fundação Alemã para o Desenvolvimento
Internacional, baseia-se na experiência de decênios
em cooperação internacional de ambas as organizações.
Seus programas internacionais de capacitação
e diálogo dirigem-se a especialistas e executivos,
bem como a decisores do setor privado, da política,
da administração pública e da sociedade
civil de todo o mundo.
Através de seus programas de formação,
de intercâmbio e de diálogo para cerca de 35.000
pessoas por ano, a InWEnt representa a maior iniciativa
comum do Governo Federal Alemão, dos estados federados
da Alemanha e do setor privado para formação
e cooperação em nível internacional.
Têm nas suas sedes centrais em Bonn e Colônia
e em outras mais de 30 localizações na Alemanha
e no exterior aproximadamente 900 empregados e possui um
orçamento de cerca de 130 milhões de Euros.
O sócio principal é a República Federal
da Alemanha, o comitente mais importante o Ministério
Federal da Cooperação Econômica e do
Desenvolvimento.
As áreas de atuação da InWEnt são:
• Aperfeiçoamento profissional de especialistas
e executivos de países em vias de desenvolvimento.
• Qualificação em âmbito internacional
de jovens profissionais, especialistas e executivos da Alemanha,
de outros países industriais, bem como de países
em transição.
• Intercâmbio de experiências e diálogo
a nível internacional.
• Diálogo político com organizações
internacionais.
• Atividades educativas e informativas relacionadas
ao desenvolvimento a serem realizadas na Alemanha.
• Preparação de especialistas da cooperação
alemã para o desenvolvimento.
Uma das representações oficiais da InWEnt
na América Latina é a InWEnt Brasil, que atua
desde janeiro de 1999 em São Paulo como Carl Duisberg
Brasil e alterou recentemente sua razão social. O
escritório é responsável pela coordenação
e realização dos programas da InWEnt no local.
c) A curta estória da InWEnt Brasil
• 18.01.1999 - Abertura do escritório Carl
Duisberg Brasil.
• 1999 a 2001 - Gestão Roberta Tibiriçá
de Sant´anna.
• 2001 a 2004 - Gestão Newton Gomes Pereira.
• 2004 - Alteração da Razão Social
para InWEnt Brasil. |